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Internacional

COCA-COLA É CRITICADA APÓS BLOQUEAR “JESUS É REI” E PERMITIR “SATANÁS É BOM” EM LATAS PERSONALIZADAS

A diferença tornou-se ainda mais evidente quando Ryan testou mensagens negativas sobre Jesus. “Esta é a melhor parte. Vamos voltar a ‘Jesus é bom’. De novo, recebemos o erro. Mas e se colocarmos ‘Jesus é mau’? De repente, o sistema aceita. Podem até colocar ‘Jesus é maligno’ e dá para ver a frase aparecer na lata de Coca-Cola bem ali”, relatou o jovem.

Gospel Mahungu · 12 de Agosto de 2026 · 5 min de leitura

Notícias | Gospel Mahungu

A ferramenta que permite criar latas personalizadas chamou a atenção após bloquear frases positivas sobre Jesus, enquanto permitia mensagens favoráveis a Satanás.

Uma ferramenta de personalização de latas da Coca-Cola tornou-se alvo de críticas nas redes sociais depois de se verificar que rejeitava expressões positivas sobre Jesus, mas aceitava frases em apoio a Satanás.

Num teste feito em directo, o influenciador cristão Ryan Haff demonstrou que expressões como “Jesus é bom” eram rejeitadas pelo sistema no site da empresa, enquanto “Satanás é bom” era aceite para personalizar a lata.

“Eu queria que isto fosse falso, mas infelizmente não é. E vamos fazer isto em directo. Dá para ver que estamos no site da Coca-Cola. Dá para ver o URL bem ali no topo. Isto é um espelhamento de ecrã em directo”, disse.

De seguida, mostrou o funcionamento da ferramenta ao personalizar uma lata: “A primeira frase que vamos tentar é ‘o diabo é rei’. Nenhum problema. Agora vamos tentar ‘Jesus é rei’. De repente, recebemos um erro. Dá para ver aqui que eles dizem: ‘trabalhamos com afinco para acertar nisto’”.

Ryan testou também “Satanás é bom” e conseguiu visualizar a frase na lata. Quando trocou a mensagem para “Jesus é bom”, voltou a receber o aviso de que a frase não era permitida.

“Sem problemas com ‘Satanás é bom’. Dá para ver a frase aparecer na lata de Coca-Cola bem aqui. Mas fica ainda mais interessante. Vamos tentar ‘Jesus é bom’. Novamente, recebemos aquele erro. E podem trocar por outras religiões. Nesse caso, não há problema”, afirmou.

A diferença tornou-se ainda mais evidente quando Ryan testou mensagens negativas sobre Jesus.

“Esta é a melhor parte. Vamos voltar a ‘Jesus é bom’. De novo, recebemos o erro. Mas e se colocarmos ‘Jesus é mau’? De repente, o sistema aceita. Podem até colocar ‘Jesus é maligno’ e dá para ver a frase aparecer na lata de Coca-Cola bem ali”, relatou o jovem.

Mensagens controversas

O teste chamou a atenção para o funcionamento da ferramenta “Partilha uma Coca-Cola”, que permite aos consumidores escolher nomes e frases para colocar nas latas e garrafas. A Fox News Digital também testou o recurso e encontrou outras diferenças nas mensagens aceites e rejeitadas pelo sistema.

Constatou-se que o bloqueio não acontecia apenas com mensagens sobre Jesus. Frases religiosas, políticas e até conteúdos considerados extremos tiveram resultados diferentes na plataforma.

Entre as frases rejeitadas estavam “Jesus é o Senhor”, “Alá é o Senhor” e o slogan político associado a Donald Trump, “Tornar a América Grande Outra Vez”. Já expressões como “Orgulho Ateu”, “Deus está morto”, “Shalom” e “Que Buda abençoe” foram aceites pelo sistema.

A situação gerou críticas, sobretudo pelo bloqueio de mensagens cristãs comuns, enquanto expressões relacionadas com o ateísmo e até conteúdos que fazem apologia ao abuso infantil conseguiam passar pelo filtro.

Entre elas estavam “Orgulho Pedófilo” e “Orgulho MAP”, sigla usada para se referir a pessoas que afirmam sentir atração por menores.

Segundo a Fox News Digital, aparecia a seguinte mensagem quando uma frase ou palavra era rejeitada:

“O nome ou frase que submeteu não é permitido. Nomes e frases podem não ser permitidos se pertencerem a uma empresa, organização, celebridade, figura pública, escola, equipa ou outra marca registada, se forem de natureza religiosa ou política, ou se puderem ser considerados inadequados ou impróprios por outros motivos”.

Coca-Cola fala em ‘falha técnica’

O sistema apresentou ainda diferenças ao analisar mensagens políticas, permitindo conteúdos de alguns grupos e bloqueando outros sem um padrão claro.

A investigação descobriu também que algumas alterações simples conseguiam burlar o sistema. Ao inserir espaços ou trocar letras por números, determinadas palavras que eram bloqueadas podiam ser aceites pela ferramenta.

Após a repercussão do caso, a Coca-Cola afirmou que o problema se deveu a uma “falha técnica” no recurso de pré-visualização.

Com isso, a empresa desactivou temporariamente essa função e suspendeu novos pedidos de produtos personalizados enquanto trabalha para corrigir o sistema.

“Criámos a ferramenta de personalização ‘Partilha uma Coca-Cola’ para que os fãs da Coca-Cola possam celebrar juntos e criar conexões, personalizando garrafas e latas com nomes ou frases especiais”, disse um porta-voz da Coca-Cola à Fox News Digital.

E continuou: “Estamos cientes de um problema técnico que afecta a ferramenta de pré-visualização da personalização e estamos a trabalhar para o resolver”.

“Enquanto analisamos e tomamos medidas correctivas, desactivámos o recurso de pré-visualização e suspendemos novos pedidos de produtos personalizados depois de termos tomado conhecimento de que estava a ser usado para gerar pré-visualizações de conteúdo com termos restritos que não estão de acordo com as nossas directrizes”, acrescentou.

Como funciona o filtro

A empresa explicou ainda que, embora a ferramenta mostre a prévia da lata em tempo real, todos os pedidos passam por uma análise após o envio.

Segundo a Coca-Cola, existem medidas de segurança para impedir a produção de latas e garrafas com mensagens religiosas, políticas, marcas registadas ou outros conteúdos considerados inadequados.

“Todos os pedidos de personalização estão sujeitos a moderação após o envio e temos medidas de segurança em vigor para impedir a aprovação e a produção de latas e garrafas com termos e frases religiosas, políticas, marcas registadas, inapropriadas ou de qualquer outra forma restritas. Continuaremos a aprimorar esta ferramenta com base no feedback dos consumidores”, concluiu.

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